segunda-feira, 29 de abril de 2013


Coisinha

  Um dia ouvi falar de algo chamado "Respeito"; com letra maiúscula, pois, foi a primeira palavra da seguinte frase: "Respeito é bom e eu gosto."
  Uma amiga me falou isso uma vez. Sim, uma amiga. Supõe-se, então, que eu não a respeitava. Enfim.
Logo surge a tal historinha bonitinha, fofinha, meiga e cativante... "Somos amigas há anoooos!!". Logo em seguida, surge uma outra coisinha. Um elemento minúsculo e, tão, tão insignificante à ponto de nos esquecermos diversas vezes que ele é capaz de fazer, seja à mente ou ao coração.
  E foi exatamente aí que um dia, 1 dia destruiu cinco anos.
  Ao longo do tempo, os baldes de água fria em pleno inverno, vêm me fazendo ter força de superação e não deixar morrer uma coisa que, em muita gente que vejo por aí, parece nem ter nascido.
  Além dos ensinamentos da minha irmã e do blábláblá do Primário, foi ouvindo que eu aprendi a escrever. Antes disso, tudo não passava do meu nome. Hoje, eu tento escrever o mundo para entender à mim mesma.
As pessoas são o mundo e o meu mundo são as pessoas. Sem elas, minhas palavras não fariam o menor sentido -se é que chegariam a provar da existência. E, embora algumas coisas que, antes de partirem -ou ficarem-, eu levaria comigo para toda vida tenham me levado por diversas vezes à um caminho inerte, eu sei o que tenho a agradecer.
  Esta vida onde há perdão em tudo e para todas as coisas não me é permitida. Não me cabe. Não guardo mágoas, mas as carrego. Eu tenho lembranças ruins, mas, não permito que elas se tornem prioridade. Meus demônios não saíram correndo, eu não os coloquei pra fora e eles não evaporaram; estão comigo todos os dias. Questão de saber lidar com. O que acontece comigo é uma coisa que eu aprendi dentro de casa e que faço questão de aprender todos os dias. Uma coisinha chamada Respeito.
  Respeito ao mundo para fazer jus ao que se faz de bom.


H.


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